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C.M. Ílhavo - Voltar ao início
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Arcebispo Pereira Bilhano

Nasceu em Ílhavo a 22 de março de 1801, filho de João António Bilhano e de Rosa Maria de Jesus, casal de pescadores muito pobres.

 

Desde muito novo que mostrou vocação e vontade de seguir uma carreira religiosa. No entanto, os poucos recursos de seus pais, assim como a morte prematura de seu pai, dificultaram-lhe esse seu sonho. Foi o Ilhavense Dr. Manuel Rocha Couto (deputado de Aveiro) que, sabendo dessa sua vontade e reconhecendo a vocação e a inteligência do menino, o apresentou ao então Bispo de Aveiro, D. Manuel Pacheco de Resende, que o tomou a seu cargo.

 

Formou-se em Cânones em 1823 na Universidade de Coimbra. Foi pároco em Oliveirinha e em Ílhavo, acolhendo sempre carinhosamente os pobres e os infelizes.

 

Quando em março de 1837 faleceu o Bispo de Aveiro, o nosso conterrâneo muito sofreu com esse acontecimento e pediu a exoneração dos cargos que desempenhava e retirou-se para a sua modesta casa de Ílhavo, dedicando-se ao ensino francês, latim, geografia, etc., que exercia gratuitamente.

 

Em 1842 foi investido de todos os poderes e jurisdição na Diocese de Aveiro, recebendo louvores do Papa Gregório XVI pelo seu excelente desempenhado.

Por duas vezes foi nomeado vigário geral da Diocese de Aveiro, desempenhando esse cargo com nobreza e dignidade. Eleito deputado pelo círculo de Aveiro em 1852, propôs numa sessão daquela Câmara, que se igualassem os ordenados dos vigários gerais, porque uns ganhavam mais do que outros.

 

Finalmente, em 1871, foi nomeado Arcebispo de Évora, no dia 6 de março.

Faleceu a 18 de setembro de 1890, contava então com 89 anos de idade. Foi uma personagem que se destacou pela sua bondade e generosidade para com os seus semelhantes e para com os mais carenciados, fazendo tudo o que estava ao seu alcance para os ajudar a ultrapassar as dificuldades da vida.

 

A sua morte foi sentida pelos Ilhavenses da época, que não o quiseram deixar no esquecimento, prestando-lhe homenagem e 1919, quando atribuíram o seu nome à rua que o viu nascer e morrer.


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