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C.M. Ílhavo - Voltar ao início
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D. Maria da Luz

Nasceu a 17 de novembro de 1922, filha de comerciantes, abandonou os estudos após a conclusão da 4ª classe, devido às dificuldades financeiras dos seus pais. Depois de um namoro atribulado, casou aos 17 anos de idade, mas o infortúnio bateu-lhe à porta quando, passados apenas 12 anos, fica viúva com 4 filhos para criar, sendo que um deles ainda vinha a caminho.

 

Para poder sustentar o agregado familiar, decidiu ir trabalhar para o talho do pai, ocupando assim o lugar do falecido marido.

 

Sempre lutadora, a D. Maria da Luz nunca voltou as costas a quem lhe batia à porta, sobretudo mulheres desprezadas pela sociedade de então. Exemplo disso foi quando, em 1953, ajudou uma mãe solteira que não tinha onde morar, acolhendo-a em sua casa, onde vivia com os 4 filhos e os sogros.

 

Já nesta altura a D. Maria fazia parte das Conferências de S. Vicente de Paulo, instituição que lhe deu a conhecer o caso. E outros casos se foram sucedendo, parecendo outras jovens que necessitavam de ajuda e iam ficando, temporariamente, em sua casa até que se encontrasse uma instituição que as pudesse acolher.

 

Um certo dia, o Sr. Bispo da Diocese de Braga, tendo conhecimento desta situação, visitou a D. Maria da Luz no intuito de conhecer a sua casa, onde albergava algumas jovens, prometendo ajuda no sentido de transformar o espaço numa Instituição. Foi por intermédio do Bispo que surgiu o "Lar da Providência", tendo, mais tarde, com o 25 de Abril e a abertura da Instituição às crianças, passado a chamar-se "Obra de Providência", uma vez que deixou de ser Lar.

 

Atualmente, a Obra de Providência tem como valências a Creche, o Jardim de Infância e o Centro Comunitário Sénior. É neste último que ocupa a maior parte do seu tempo gerindo o trabalho desenvolvido por alguns idosos na recuperação de peças de vestuário e confeção de mantas, babetes, entre outras, que têm como destino famílias carenciadas, dando igualmente apoio na dinamização das diversas atividades de caráter lúdico, que propiciam momentos de convívio entre os utentes.

 

Apesar das dificuldades da vida, a D. Maria da Luz nunca baixou os braços, lutando contra preconceitos e continuando a sua missão de ajudar, tendo como filosofia a entrega ilimitada aos outros.

 

É assim, desta forma, que descobre que, em cada ato de dádiva, a verdadeira felicidade nasce quando uma mão se estende desinteressadamente em direção a outra.


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